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Câmara debate criação de Conselho de Igualdade Racial


Encontro foi solicitado pelo vereador Neneca, que propôs ao fim uma comissão para fomentar outros estudos

Câmara debate criação de Conselho de Igualdade Racial Sônia Ribeiro utiliza a tribuna da Câmara durante o debate sobre a criação do Conselho (Foto: Divulgação/ CMT)
Publicado em 11/06/2018 14h54
por redação/ Guia Taubaté

A Câmara de Taubaté debateu na última semana, a criação de um Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial. O evento foi solicitado pelos vereadores Jessé Silva (SD) e Neneca (PDT).

Estudiosa da sociedade negra em Taubaté, Sônia Maria Pereira Ribeiro explicou que o Conselho que se propõe criar tem por finalidade estabelecer políticas públicas para promover a igualdade racial, combater o racismo e discriminação e reduzir as desigualdades raciais.

“Ninguém pense que o Conselho vai acabar com o racismo, seria um passe de mágica! Mas acredito que é missão do Conselho atuar fortemente nessa área por meio de ações e propostas, porque alguma coisa tem que ser feita. Já passamos da época do simbólico, temos que ter ações”, disse Sônia.

Segundo ela, a origem do preconceito para com o negro remonta ao período pós-abolição, pois não houve integração do negro na sociedade. Ela também apresentou números do censo de 2010 do IBGE, demonstrando que, no Brasil, os negros correspondem a 70,8% das pessoas em situação de extrema pobreza, e que a chance de um jovem negro ser assassinado é três vezes maior que a de um jovem branco.

Outra que esteve presente na Câmara foi Solange Cristina Barbosa, coordenadora de atividades do Centro Afro-Brasileiro e Biblioteca Zumbi dos Palmares. Ela acrescentou que 25% da população de Taubaté se autodeclaram negros ou pardos. “Isso representa quase 70 mil pessoas, que têm dificuldade de acesso à educação e não têm respeitadas as condições de saúde. O povo negro precisa se apropriar do conhecimento e entender a importância desse Conselho, que é onde a gente vai discutir, vai ter voz”.

O defensor público Ricardo Gabriel Gomes Pedreira explicou o papel da Defensoria na promoção do acesso à Justiça e disse que cabe não só ao negro, mas toda a população conhecer e cobrar direitos. “A partir do momento que tivermos cidadãos que conheçam e saibam exigir seus direitos, a sociedade vai melhorar”.

Representando a unidade de Taubaté da Ordem dos Advogados do Brasil, Henrique Dalestre ressaltou a função do Conselho da Promoção, mas frisou que é necessário tirar a ideia do papel e coloca-la na prática.

Além deles, participaram do debate a engenheira florestal Flavia Ramos e o ex-assessor parlamentar Antonio Carlos.

Ao fim dos trabalhos, o vereador Neneca propôs a criação de uma comissão para fomentar outros estudos. Participaram dos debates os vereadores Douglas Carbonne (PCdoB), Loreny (PPS) e Vivi da Rádio (PSC), além do ex-vereador Joffre Neto e munícipes.

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