Dois cursos de Medicina em São José dos Campos e Taubaté, no interior de São Paulo, foram mal avaliados no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) e serão punidos.
Em São José dos Campos, o curso de Medicina da Universidade Anhembi Morumbi foi avaliado com o conceito Enade 2. A nota foi igual a do curso de Medicina oferecido pela Unitau, em Taubaté.
As notas de ambos os cursos são consideradas insatisfatórias pelo INEP, e vão ser punidos com restrição no Fies e suspensão da abertura de novas vagas.
O balanço de resultados do Enamed foi divulgado nesta segunda-feira (19), em Brasília e, neste fim de semana, antes da divulgação, uma entidade que representa universidades particulares entrou na Justiça para barrar a divulgação dos resultados, mas perdeu.
Em todo o país, 107 cursos serão punidos por estarem na faixa considerada insatisfatória. Desse total, 83 tiveram como resultado o conceito Enade 2, enquanto outros 24 cursos tiveram como resultado o conceito Enade 1, o menor índice.
Em reunião com a imprensa nesta segunda-feira, o ministro Camilo Santana informou que dos 107 cursos, apenas 99 vão passar por penalidades porque as faculdades estaduais e municipais não estão sob a gerência do ministério.
Segundo Camilo Santana, as universidades vão ter um prazo para apresentar uma defesa e reforçou que a proposta com o curso é garantir a qualidade do ensino, protegendo a população que, depois, é assistida por esses profissionais.
O Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) é uma prova anual para medir o desempenho dos estudantes e a qualidade do ensino. Ao todo, 351 cursos foram avaliados e 30% estão na faixa considerada insatisfatória.
Em nota, a Universidade de Taubaté informou que, "com base na norma técnica divulgada pelo Inep, o desempenho do curso de Medicina no Enamed 2025 se enquadra na faixa de conceito 3 e, por isso, a Universidade protocolou recurso administrativo solicitando a revisão do conceito atribuído".
A Universidade Anhembi Morumbi informou que os resultados "considerados de forma isolada, não constituem indicadores suficientemente robustos ou conclusivos para aferir a qualidade da formação médica ofertada pela instituição, uma vez que, o curso apresenta conceito máximo (nota 5) na avaliação oficial conduzida pelo Ministério da Educação, que segue metodologia própria, critérios objetivos e procedimentos técnicos consolidados".
A universidade disse também que "até o presente momento não há qualquer comunicação oficial por parte do Ministério da Educação ou de outros órgãos competentes acerca da imposição de penalidades ou sanções decorrentes dos referidos resultados".