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BRIGA DE TRÂNSITO Plantão

Testemunha apresenta versão diferente da defesa sobre morte de estudante em Taubaté

Depoimento contradiz versão de legítima defesa apresentada pelo bombeiro acusado de matar Bruno Hashimura durante discussão de trânsito.

Por Redação Guia Taubaté 01/10/2026 15:25
Testemunha apresenta versão diferente da defesa sobre morte de estudante em Taubaté
Com informações de TV Vanguarda. Foto: Reprodução/TV Vanguarda

Uma testemunha protegida apresentou à Polícia uma versão diferente da relatada pela defesa de Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, acusado de atirar e matar o estudante de Medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, durante uma discussão de trânsito nesta quarta-feira (30), em Taubaté.

Segundo a apuração da TV Vanguarda, a testemunha estava parada em um semáforo próximo ao local da ocorrência e afirmou ter presenciado a discussão.

De acordo com o depoimento, Marcos desceu do Jeep Renegade em que estava e começou a gritar em direção a Bruno. Em seguida, ele teria desferido três cotoveladas contra o vidro do Chevrolet Prisma, conseguindo quebrá-lo. Logo depois, teriam sido efetuados os disparos.

A testemunha afirmou que conseguiu acompanhar a cena pela janela do passageiro e pelo para-brisa do próprio veículo, devido à proximidade entre os carros.

Ainda segundo o depoimento, Bruno permaneceu durante todo o tempo dentro do veículo, com os vidros fechados. A testemunha afirmou que o estudante não discutiu e não se projetou para fora do carro.

A versão apresentada pela testemunha é diferente do relato feito por Marcos à Polícia e da versão apresentada pela defesa.

Versão da defesa

Segundo o advogado Cláudio Rodrigues, Marcos saiu de Caçapava por volta das 7h, acompanhado da esposa e do filho, que estava febril. A família seguia para Taubaté em busca de atendimento médico.

De acordo com a defesa, durante o trajeto, um Chevrolet Prisma teria se aproximado do veículo onde estava a família. O advogado afirma que a esposa de Marcos teria ouvido o motorista gritar e visto um objeto que parecia ser uma arma.

“Ela pediu ao seu marido: acelera, acelera, que é assalto”, afirmou o advogado.
Ainda segundo a versão apresentada pela defesa, Marcos acelerou para tentar fugir, mas precisou parar em um semáforo. O outro veículo teria parado à frente.

O advogado afirma que Marcos, por ser bombeiro militar, desceu do carro armado, se identificou como policial e pediu que o motorista saísse do veículo.

Segundo a defesa, Bruno não teria obedecido à ordem. Quando Marcos se aproximou do carro, o vidro do veículo teria sido quebrado, e o motorista teria avançado contra o bombeiro com um objeto que posteriormente foi identificado como uma faca.

“Neste momento, o condutor reagiu, desferiu uma intenção de atingi-lo com esse objeto, que agora nós sabemos ser uma faca”, disse Rodrigues.

De acordo com o advogado, Marcos efetuou aproximadamente três disparos para conter a ameaça. “Ele disparou para conter a grave ameaça”, afirmou.

Liberdade provisória

Marcos Paulo passou por audiência de custódia na manhã desta quinta-feira (1º) e teve a liberdade provisória concedida pela Justiça.

Também na manhã desta quinta-feira, o corpo de Bruno Hashimura foi velado em Jacareí.

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