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VENDA DE IMÓVEIS USADOS Economia

Venda de imóveis usados no Vale do Paraíba cresce 78% em setembro, aponta CreciSP

Locações também aumentaram, com alta de 76,69%; pesquisa considera negociações em 18 cidades da região.

Por Redação Guia Taubaté 20/10/2026 20:05
Venda de imóveis usados no Vale do Paraíba cresce 78% em setembro, aponta CreciSP
Com informações de OVALE. Foto: Reprodução

O mercado imobiliário do Vale do Paraíba registrou alta nas vendas e nas locações de imóveis residenciais usados em setembro de 2026. Segundo pesquisa do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (CreciSP), as vendas cresceram 78,24% em relação a agosto, enquanto os aluguéis aumentaram 76,69%.

O levantamento considera informações de corretores e imobiliárias de 18 municípios da região. O resultado representa uma recuperação após dois meses consecutivos de queda nos dois segmentos. Em agosto, as vendas recuaram 9,24% e as locações, 7,97%.

No acumulado de janeiro a setembro deste ano, as vendas cresceram 90,17% e as locações avançaram 51,12%. Na comparação dos últimos 12 meses, a alta foi de 44,37% nas vendas e de 131,02% nos aluguéis.

Apartamentos lideram vendas

Os apartamentos representaram 60% das vendas realizadas em setembro, enquanto as casas responderam por 40%. Em agosto, os imóveis verticais também lideraram, mas com participação de 54%.

Entre os apartamentos vendidos, metade tinha três dormitórios, 33,3% possuíam dois quartos e 16,7% tinham até um dormitório. No caso das casas, os imóveis de dois e três dormitórios dividiram as negociações, com 50% cada.

Em relação à área útil, imóveis entre 51 e 100 metros quadrados concentraram 50% das vendas de apartamentos. Entre as casas, a faixa de 101 a 200 metros quadrados respondeu por metade das negociações.

Imóveis acima de R$ 500 mil concentram metade das vendas

Segundo o resumo da pesquisa, imóveis com valor acima de R$ 501 mil representaram 50% das vendas em setembro. Nos dados detalhados por faixa de preço, imóveis entre R$ 201 mil e R$ 250 mil e unidades entre R$ 701 mil e R$ 800 mil responderam, cada uma, por 13,6% das transações.

As vendas ficaram distribuídas entre diferentes regiões das cidades: áreas nobres e demais bairros concentraram 41,7% das negociações cada, enquanto as regiões centrais responderam por 16,7%.

O financiamento pela Caixa Econômica Federal foi a forma de pagamento mais utilizada, presente em 33,3% das compras. Aquisições à vista, financiamentos por outros bancos e negociações diretamente com os proprietários representaram 22,2% cada.

Somadas, as compras financiadas pela Caixa e por outras instituições bancárias corresponderam a 55,5% das transações.

A pesquisa também identificou que metade dos imóveis vendidos teve desconto de até 5% sobre o preço anunciado. Em 22,7% dos casos, a redução ficou entre 6% e 10%, enquanto 27,3% dos imóveis foram vendidos pelo valor anunciado.

Locações também registram alta

No mercado de aluguel, as casas representaram 57% dos contratos fechados em setembro, e os apartamentos, 43%. Em agosto, as casas correspondiam a 71% das locações.

As chamadas demais regiões concentraram 93,3% dos contratos, enquanto bairros classificados como nobres responderam por 6,7%. Não houve registros de locações em áreas centrais.

Entre as casas alugadas, 46,2% tinham dois dormitórios e 38,5%, três. A maioria, 69,2%, possuía entre 51 e 100 metros quadrados.

Já os apartamentos alugados tinham, em sua maioria, até 50 metros quadrados, faixa que representou 57,1% dos contratos. Unidades entre 51 e 100 metros quadrados corresponderam aos outros 42,9%.

Apartamentos com até um dormitório representaram 42,9% das locações. Os imóveis de dois e três dormitórios tiveram participação de 28,6% cada.

Aluguéis acima de R$ 3 mil

Na distribuição por preço, as faixas de aluguel mensal entre R$ 2.501 e R$ 3 mil e entre R$ 3.001 e R$ 3.500 concentraram 27,8% dos contratos cada.

Aluguéis entre R$ 1.251 e R$ 1.500 e entre R$ 1.751 e R$ 2 mil representaram 11,1% cada.

O estudo aponta ainda que 44,4% dos inquilinos mudaram para imóveis com aluguel mais caro. A mesma proporção correspondeu a pessoas que não informaram o motivo da mudança, enquanto 11,1% passaram a pagar menos.

Diferentemente das vendas, em que os descontos foram frequentes, 60% dos imóveis alugados foram contratados pelo preço anunciado. Em 15% dos casos, houve desconto de até 5%, e em 20%, redução entre 6% e 10%.

O depósito caução foi a garantia locatícia mais utilizada, presente em 46,7% dos contratos. O fiador e o seguro-fiança responderam por 26,7% cada.

Pesquisa abrange 18 cidades

O levantamento do CreciSP considera informações de corretores e imobiliárias de Aparecida, Bananal, Caçapava, Campos do Jordão, Canas, Caraguatatuba, Guaratinguetá, Igaratá, Jacareí, Lorena, Natividade da Serra, Pindamonhangaba, Potim, São José dos Campos, São Sebastião, Taubaté, Tremembé e Ubatuba.

Apesar da alta registrada em setembro, a pesquisa não aponta uma causa específica para o crescimento das vendas e locações.

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