Fest Fêgo começa nesta segunda-feira (21) com tema 'Arte que é da gente'
A 13ª edição da Fest Fêgo tem início nesta segunda-feira (21), com o tema “Arte que é da gente”. Durante o festival, alunos da Escola Municipal de Artes Maestro Fêgo Camargo apresentam suas criações artísticas.
Em 21/09/2026 13:30 por Redação Guia Taubaté
A 13ª edição da Fest Fêgo tem início nesta segunda-feira (21), com o tema “Arte que é da gente”. Durante o festival, alunos da Escola Municipal de Artes Maestro Fêgo Camargo apresentam suas criações artísticas.
O evento conta com uma vasta programação, com encerramento no dia 9 de outubro. A abertura acontece na segunda-feira, às 19h30 na sede da escola e os ingressos solidários será a arrecadação de itens de higiene pessoal básica e alimentos não perecíveis que serão destinados ao Instituto Cidadão.
O Fest Fêgo é a celebração da arte das turmas do básico aos formandos do técnico todos ocupam o palco e apresentam suas criações. A programação conta com os espetáculos da escola, peças convidadas, performances de artistas locais e oficinas. Serão três semanas de um evento gratuito e cujo ingresso é solidário, distribuído uma hora antes das apresentações.
Neste ano o 13° Fest Fêgo celebra a arte popular e reconhece os artistas locais que levam sua arte e inspiração a toda população com suas criações, histórias e manifestações artísticas.
Programação
21/09 - Abertura
Classificação indicativa: Livre Horário: 19h30
Encenação no pátio seguida por um sarau, no teatro da escola.
22/09
Performance: Pétalas - Entre Dança (Coreografia) - Sophia Theodoro - 10 minutos Horário: 19h
“Pétalas” traduz, através da dança, os sentimentos que florescem no coração. Inspirada no amor, na felicidade, na gratidão e na paz, a coreografia traz movimentos que remetem às batidas do coração, representando a intensidade de sentir e a beleza de expressar o que a alma carrega. Cada pétala simboliza uma bailarina e, juntas, representam a união, os sentimentos compartilhados e o fechamento de um ciclo. Um convite para florescer, seguir o coração e deixar a alegria brilhar.
Espetáculo: Epidemia Prata (Técnico 3)
Classificação indicativa: 16 anos
Horário: 19h30
Direção por: Samuel Montemor, Analice Dias e Amanda Barreto
Inspirado em “Epidemia Prata”, da Cia Mungunzá de Teatro, o coletivo CenaTreze estuda uma linguagem épica e fragmentada, atravessada pela estética do crack e do prateado, investiga as marcas da vulnerabilidade urbana e os processos de invisibilidade que atravessam a cidade.
23/09 - Peça convidada: Álbum de família (Núcleo Vértice) - 30 minutos
Classificação indicativa: 16 anos
Horário: 19h30
Espetáculo que discute o tema do abuso infantil a partir do texto de Nelson Rodrigues tem como objetivo conscientização e denúncia.
24/09
Performance: Vivência cultural de Moçambique - Mestre Paizinho - 30 minutos Horário: 19h
Busca transmitir através da dança a importância da cultura como arte de educar, mostrar caminhos e fortalecer a todos em busca dos seus objetivos, fazendo com que cada participante busque dentro de si seus valores, envolvendo ritmos, coordenação, visibilidade e equilíbrio.
Espetáculo: Bailei na Curva, de Júlio Conte (Básico 2)
Classificação indicativa: 12 anos
Horário: 19h30
Direção por: Natasha Curuci
Bailei na curva acompanha a história de um grupo de amigos entre as décadas de 60, 70 e 80 no Brasil. A descoberta da vida e o amadurecimento de Ana, Pedro, Gabriela, Caco, Paulo, Ruth e Luciana se mescla com os acontecimentos políticos, culturais e históricos da nossa história. A ditadura militar, o primeiro beijo, namoros no carro, o movimento hippie, a descoberta da sexualidade, as diferentes ideologias políticas brasileiras, o ingresso na faculdade, as paixões e os medos de cada um são alguns dos principais temas trazidos pela peça.
25/09 - Oficina: Fotografia Artística (Júlio Voltolini) - 2 horas
Classificação indicativa: 12 anos
Horário: 19h30
A fotografia como ferramenta de arte e não apenas de descrição da realidade.
28/09
Performance: Interior - Malu Ciola e Gabriel Amaro (Monólogo) - 6 minutos Horário: 19h
A vida de Alguém se afoga em culpa quando percebe que não pôde impedir o suicídio de uma bela moça, que o cumprimentava todos os dias com os olhos vazios e fúnebres, sem dizer uma só palavra que denunciasse seu profundo sofrimento.
Espetáculo: Ciranda do Villa (Básico 1A)
Classificação indicativa: Livre
Horário: 19h30
Direção por: Denilson Campos
A história começa quando o pequeno e curioso Tuhu, apelido dado a Heitor Villa Lobos em sua infância, se entusiasma para conhecer o mundo. Ao receber a visita da tia Fifina e sua trupe, o menino deseja viajar, mas é impedido pelos pais por ser muito novo. De consolo, Tuhu recebe uma viola de presente de Fifina. Triste, o menino adormece sobre o instrumento e durante o seu sonho parte para uma incessante busca para descobrir a música.
Nessa viagem, o menino se depara com figuras do folclore brasileiro, com as culturas regionais e com cantigas populares. Assim, Tuhu ao se inspirar em mitos da cultura brasileira, descobre sua musicalidade, fato que mais tarde se tornou realidade desse grande compositor da música brasileira.
29/09 - Peça convidada: Pequeno Príncipe (Fragmentados) - 35 minutos
Classificação indicativa: 16 anos
Horário: 1930h
Nesta adaptação de O Pequeno Príncipe para o teatro, é explorada não só a delicadeza da infância, mas também as reflexões que continuam fazendo sentido hoje. Ao revisitar esses encontros sob um olhar mais próximo da nossa realidade, a história também evidencia questões do presente, como a adultização das crianças e os problemas que cercam a infância, mas que tantas vezes passam despercebidos. Entre descobertas e questionamentos, surge um convite inevitável à reflexão: quando você deixou de ser criança?
30/09
Performance: Psicose 4:48 - Malu Ciola e Gabriel Amaro (Monólogo) - 6 minutos Horário: 19h
4:48 - A hora que todos os sentimentos vêm à tona.
Nesse monólogo/performance, é explorado o funcionamento da mente humana, sobretudo as emoções e sentidos criados na mente de um psicótico. Em uma narrativa fragmentada, não linear e sem indicações de personagem, espaço e tempo, o ator é desafiado como performer para lidar com seus próprios conflitos e os gatilhos que o texto sugere.
Socorro, virei adolescente (Básico 1B)
Classificação indicativa: 12 anos
Horário: 19h30
Direção por: Denilson Campos
De repente o mundo ficou estranho: a escola virou um campo de batalha, o coração resolveu fazer vestibular e até o liquidificador parece ter alguma coisa contra você.
No básico 1B, ninguém sabe exatamente como a infância termina, mas todo mundo percebe quando a adolescência chega fazendo barulho. Entre romances desastrados, bullying, crises existenciais e relações sociais completamente confusas, sobreviver ao cotidiano parece uma missão impossível.
01/10 - Peça convidada: Monólogo da Euforia (Madu Whinter) - 30 minutos
Classificação indicativa: 16 anos
Horário: 19h30
Propõe a reflexão sobre a discriminação de gênero no Brasil.
Oficina: Viewpoints (Isabela Tilli) - 1h
Classificação indicativa: 16 anos
Horário: 20h30
Procura introduzir os participantes aos princípios fundamentais dos Viewpoints, explorando corpo, espaço, tempo, ritmo, relação e escuta como ferramentas para a criação cênica. Por meio de exercícios práticos e jogos de composição, a oficina busca desenvolver a presença do ator, a percepção do espaço, a escuta do coletivo e a capacidade de responder aos acontecimentos da cena em tempo real.
02/10
Performance: Baque Mulher - Paula Gnan (Música) - 20 minutos
Horário: 19h
O Baque Mulher é um movimento feminista de baque virado fundado por Mestra Joana Cavalcante, que une a força dos tambores do Maracatu à luta pelos direitos das mulheres, ao combate à violência de gênero e ao fortalecimento do protagonismo feminino através da arte, da cultura e da ancestralidade. O principal objetivo do coletivo é promover o empoderamento feminino e combater a violência contra a mulher por meio da cultura do Maracatu de Baque Virado, usando a batida do tambor como ferramenta de transformação social, conscientização e fortalecimento da identidade negra e ancestral.
Espetáculo: A cruz da menina de José Mota Victor (Básico 3)
Classificação indicativa: 14 anos
Horário: 19h30
Direção por: Denilson Campos
Em uma pequena comunidade marcada pela fé, pelas tradições e pelas desigualdades sociais, a história de uma menina transforma-se em memória, mistério e denúncia. Entre crenças populares, religiosidade e conflitos humanos, diferentes personagens revelam as contradições de uma sociedade em que a voz dos mais vulneráveis muitas vezes é silenciada.
A cruz, surge como símbolo de devoção e lembrança, também passa a representar as marcas deixadas pela injustiça, pela violência e pelas escolhas daqueles que detêm o poder. Ao revisitar essa história, a peça convida o público a olhar para além daquilo que parece ser apenas uma narrativa do passado.
Entre o sagrado e o profano, o drama e a crítica social, a cruz da menina coloca em cena uma comunidade diante de suas próprias contradições e questiona: quando uma história é transformada em lenda, quem tem o direito de contar a verdade?
05/10 - Oficina: Theatresports (Alessandro Ferreira) - 2 horas
Classificação indicativa: 14 anos
Horário: 19h30
O principal objetivo do Theatresports é transformar a improvisação teatral em uma experiência dinâmica, divertida e competitiva, estimulando os atores a criarem cenas espontaneamente a partir de desafios e sugestões. O Theatresports utiliza a competição como ferramenta para desenvolver a criatividade, a espontaneidade, a escuta e a capacidade de criação coletiva dos atores, transformando o improviso em um jogo teatral divertido para artistas e público.
06/10
Performance: Indetectável - Marcelo Prudente (Performance) - Duração livre
Horário: 19h
Tem como objetivo refletir sobre as camadas da vida, sabendo que existir é poder bordar a vida com linhas profundas. Por meio das camadas da pele, a performance e intervenção urbana, traz um diálogo e reflexão sobre corpos que convivem com hiv/aids. São costurados caminhos, alinhavados com a potência do encontro entre os corações. Quais são as camadas da sua vida?
Espetáculo: Gota D’Água, de Chico Buarque (Técnico 1)
Classificação indicativa: 14 anos
Horário: 19h30
Direção por: Natasha Curucci
Em uma comunidade onde todos parecem conhecer a vida de todos, segredos, desejos e ressentimentos começam a transbordar. Entre amores interrompidos, promessas quebradas e sonhos que parecem cada vez mais distantes, uma mulher é levada ao limite.
Em Gota d’Água, de Chico Buarque e Paulo Pontes, o público ocupa o centro de uma história que acontece ao seu redor — nos corredores, nos espaços da comunidade e a poucos passos de seus olhos. Aqui, não há um único lugar para olhar: a tragédia pode surgir de qualquer direção. Quando tudo parece prestes a desabar, o que será preciso para fazer transbordar a última gota?
07/10 - Introdução à arte da performance (Marcelo Prudente) - 2 horas
Classificação indicativa: 18 anos
Horário: 19h30
A oficina propõe um diálogo a quem tem interesse em expandir suas referências sobre a arte da performance e seus desdobramentos como linguagem híbrida no Brasil e no mundo. Por meio de teorias, conceitos, criações e práticas performativas de artistas presentes na cena contemporânea.
08/10 - Espetáculo: Todas as cores do amor, a partir do texto de Robert Patrick: Rendas do Amor (Técnico 2)
Classificação indicativa: 14 anos
Horário: 19h30
Direção por: Jefferson Machado
Cinco casais, cinco histórias e diferentes formas de amar se encontram em um mesmo espaço, revelando conflitos atravessados pelo desejo, pela identidade, pela repressão e pela liberdade. Cada casal carrega sua própria problemática, mas suas histórias se entrelaçam e se interrompem.
Entre elas, surge uma figura que controla e reprime, impondo limites ao que pode ser sentido, dito e vivido. A peça atravessa as experiências de ser LGBTQIA+, trazendo à cena questões de identidade, pertencimento e resistência. Em meio a diferentes cores, relações e conflitos, entre cores revela a busca pela liberdade de simplesmente ser.
09/10 - Encerramento
Classificação indicativa: Livre
Horário: 19h30
Premiações realizadas em um clima aconchegante e descontraído como um luau, com intervenções do CenaTreze com a leitura de um manifesto.
Peça convidada: O Pássaro e a Saudade (Cia do Capim) - 33 minutos
Classificação indicativa: Livre
Os encontros e as despedidas como parte do processo de amadurecimento emocional, abordando a saudade, o apego e a liberdade a partir da amizade entre uma menina e um pássaro viajante. A narrativa convida o público a refletir sobre os vínculos que construímos, a experiência da perda e a compreensão de que deixar ir também pode ser uma forma de amar.
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