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Operação Padroeira 2026 mobiliza mais de 500 estudantes da UNITAU no atendimento a peregrinos

Universidade terá pontos de apoio em cinco municípios ao longo da Via Dutra; neste ano, iniciativa chega a Queluz e amplia atuação em direção ao Vale Histórico.


Em 21/09/2026 15:00 por Redação Guia Taubaté


Operação Padroeira 2026 mobiliza mais de 500 estudantes da UNITAU no atendimento a peregrinos
(FOTO: Leonardo Oliveira/ACOM UNITAU)

Entre os dias 7 e 11 de outubro, estudantes e professores da Universidade de Taubaté (UNITAU) estarão novamente às margens da Via Dutra para acolher quem percorre a pé os quilômetros que levam até Aparecida. A Operação Padroeira 2026 mobilizará mais de 500 estudantes, distribuídos em turnos, em cinco pontos de atendimento ao longo da rodovia.

Neste ano, a UNITAU estará presente em Caçapava, Taubaté, Pindamonhangaba, Aparecida e, pela primeira vez, Queluz. A chegada ao município amplia o alcance da iniciativa em direção ao Vale Histórico e acompanha o movimento de expansão regional da Universidade, que passou a contar também com um campus em Cruzeiro.

Ao longo da operação, os peregrinos poderão encontrar acolhimento, orientações e cuidados de saúde, como curativos, aferição da pressão arterial e massagens, de acordo com a necessidade identificada pelas equipes. Os participantes passam por preparação prévia e seguem orientações para a padronização e humanização dos atendimentos.

A reitora da UNITAU, Profa. Dra. Leticia Maria, destaca que a Operação Padroeira aproxima a formação universitária das necessidades encontradas no território e traduz a atuação extensionista da Universidade.

“A Operação Padroeira é uma ação que reúne formação, cuidado e compromisso com a nossa região. Nossos estudantes têm a oportunidade de colocar em prática aquilo que aprendem na Universidade, mas também de desenvolver algo essencial para qualquer profissional da área da saúde: o olhar atento para o outro. Ao mesmo tempo, oferecemos acolhimento aos romeiros em um momento de grande esforço físico. Neste ano, chegar a Queluz também é muito significativo, porque nos aproxima ainda mais do Vale Histórico e acompanha a expansão da Universidade para Cruzeiro”, afirma.

Da sala de aula para a Via Dutra

Até o momento, participam da Operação estudantes e professores dos cursos de Medicina, Enfermagem, Fisioterapia, Estética e Biomedicina, reunindo equipes de diferentes campi da UNITAU, incluindo Taubaté, Caraguatatuba e Cruzeiro.

A atuação é organizada em turnos e contará com uma estrutura de transporte e deslocamento para permitir a troca das equipes nos diferentes pontos. A maior parte dos locais terá dois períodos de atendimento, das 8h às 14h e das 14h às 20h, com aproximadamente 20 estudantes e professores por ponto em cada período. Em Aparecida, a dinâmica será diferente, com atendimento das 9h às 18h.

Além do atendimento propriamente dito, a preparação das equipes busca estabelecer condutas comuns diante das situações encontradas durante a peregrinação. A cartilha utilizada na Operação orienta que o primeiro contato seja marcado pela escuta ativa, empatia e atenção aos sinais de dor apresentados pelo peregrino.

Entre as ocorrências previstas estão bolhas e outras lesões provocadas pelas longas caminhadas, alterações de pressão arterial, cortes, desmaios e outras situações que possam exigir primeiros cuidados ou encaminhamento para atendimento especializado. Em casos relacionados à pressão arterial, por exemplo, o protocolo prevê avaliação dos sintomas, repouso, nova aferição e, quando necessário, encaminhamento ao pronto-socorro ou acionamento do Samu.

Acolhimento durante a peregrinação

A Operação Padroeira acontece em um período marcado pelo aumento do fluxo de romeiros que percorrem a região em direção ao Santuário Nacional de Aparecida. Para as equipes da Universidade, o atendimento considera não apenas as necessidades físicas decorrentes da caminhada, mas também o acolhimento de quem está no percurso.

Essa perspectiva aparece nas próprias orientações preparadas para a atuação dos participantes: a assistência deve ser humanizada, com cuidados padronizados e atenção à qualidade do atendimento prestado aos romeiros.

A participação dos estudantes também transforma a ação extensionista em experiência de formação. Fora dos laboratórios, clínicas e salas de aula, eles estarão diante de situações reais e de pessoas com diferentes necessidades, acompanhados por professores e profissionais responsáveis pelas equipes.

Com a presença em cinco municípios, a edição de 2026 reforça ainda a dimensão regional da Operação. Os atendimentos começam em Caçapava, no dia 7 de outubro, avançam para Taubaté, Pindamonhangaba e Queluz nos dias seguintes e chegam a Aparecida no dia 11, véspera do Dia de Nossa Senhora Aparecida.

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