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Ex-presidente da Funcabes é ouvido pela “CPI da Unitau”


Eduvaldo Marques atribuiu à falta de repasses financeiros o não recebimento de cestas básicas pelos servidores

Ex-presidente da Funcabes é ouvido pela “CPI da Unitau” Eduvaldo foi ouvido pelos vereadores que compõem a Comissão Parlamentar de Inquérito (Foto: Divulgação/CMT)
Publicado em 02/05/2018 17h08
por redação/ Guia Taubaté

A Câmara de Taubaté ouviu nesta quarta-feira (2), o ex-presidente da Funcabes (Fundação Caixa Beneficente dos Servidores da Universidade de Taubaté) Eduvaldo Marques, durante reunião pública da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Unitau. Ele atribuiu à falta de repasses financeiros o não recebimento de cestas básicas pelos servidores da Unitau durante três meses em 2016.

O ex-servidor afirmou que, apesar de a Câmara de Taubaté ter aprovado suplementação para a Fundação naquele ano, o dinheiro não foi repassado.

“A questão fundamental da falta de receita sempre ao final do ano é histórica. A suplementação orçamentária sempre existiu. Quando assumimos [a presidência da Funcabes] em 2008, já havia suplementação anualmente. [em 2016], tivemos lei aprovada e sancionada, e o recurso acabou não vindo. Se tivéssemos o recurso, não terámos o problema”, disse Eduvaldo.

Questionado sobre o condicionamento de pagamento de plano médico ao recebimento da cesta básica, Marques explicou que, nos casos em que o servidor atrasasse mais de três meses a mensalidade do plano, teria a cesta retida, sendo liberada diante do comparecimento do servidor à Funcabes para realização de acordo financeiro e pagamento de mensalidades em atraso.

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Ainda em resposta à CPI, Marques afirmou que o pagamento do plano médico não era feito por meio de desconto em folha devido a uma lei municipal que limita descontos em folha dos funcionários, o que inviabilizaria o pagamento do benefício por alguns servidores.

Presente na reunião, o pró-reitor de Finanças da Unitau, Mario Peloggia lembrou que, quando assumiu o cargo, apresentou a situação financeira da universidade a autoridades, entre elas, vereadores, mostrando a fase complicada pela qual passava a instituição, com restos a pagar e dívidas com o Instituto de Previdência do Município.

Ele afirmou que, em 2017, a Unitau quitou as dívidas, e houve suplementação à Funcabes de R$ 850 mil, que somado ao valor previsto no orçamento representou R$ 6.465.600 repassados à Fundação.

“Entendo que o que aconteceu [falta de cestas] foi na gestão anterior, em 2016, quando o orçamento previa R$ 5 milhões para a Funcabes. Foi feita solicitação de suplementação de R$ 1 milhão, e parece que nesse momento não ocorreu a suplementação.  A suplementação aprovada não foi repassada no ano anterior ao da minha gestão”, frisou Peloggia.

A reunião foi conduzida pelo presidente da CPI, Nunes Coelho (PRB), e contou com a participação dos integrantes da Comissão, Boanerge (PTB), Dentinho (PV), Douglas Carbonne (PCdoB) e Vivi da Rádio (PSC).

Em 2017, a Câmara de Taubaté instituiu uma CPI para investigar a falta de recursos para pagamento de vale-transporte, cesta básica e plano médico dos funcionários da Unitau.

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