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Covid-19: Professora da Unitau orienta profissionais de empresas e do comércio


Doutora Stella Zollner fala sobre recomendações para serviços que continuam em funcionamento e medidas para conter novo vírus

Covid-19: Professora da Unitau orienta profissionais de empresas e do comércio Ex-coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Taubaté deu dicas a empresários e comerciantes (Foto: Mário Pereira/ Guia Taubaté)
Publicado em 18/03/2020 18h26
por Mário Pereira

A pandemia de coronavírus e as recomendações do Ministério da Saúde vêm diminuindo as atividades no comércio na RMVale e no Brasil, em geral. Em Taubaté, muitos serviços se adequaram às medidas restritivas, enquanto outros seguem em funcionamento. Pensando nos setores comercial e empresarial do município, o Guia Taubaté entrevistou a médica e professora da Universidade de Taubaté, Stella Zollner.

Ex-coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Taubaté, a profissional falou sobre as recomendações para os serviços que continuam em funcionamento, os direcionamentos corretos para os profissionais com sintomas da Covid-19, o trabalho realizado em ambientes externos e os trabalhadores que convivam com crianças e idosos.

Confira abaixo a entrevista:

Guia Taubaté: A Prefeitura recomendou que as pessoas que estiverem trabalhando e que apresentarem sintomas leves, permaneçam em casa. O que seria mais recomendado para casos como esses?

Dra. Stella Zollner: “Eu sou totalmente favorável às diretrizes da Prefeitura, às diretrizes da Vigilância Epidemiológica Municipal, baseadas nas recomendações do Ministério da Saúde. Quem está doente, tem que ir para casa. Casos graves, como falta de ar, abatimento e circunstâncias de agravamento, vá para o hospital”.

GT: As pessoas que precisem justificar a ausência no trabalho, elas devem procurar as Unidades Básicas de Saúde ou hospitais para apresentarem atestado em seus serviços?

Dra. Stella Zollner: “É caso a caso. Eu entendo que neste momento a sociedade tem que acordar muito rapidamente para o fato de estar existindo um fenômeno que nunca houve antes. Estamos tendo uma pandemia, com uma força de expansão enorme. Isso provoca mudança de paradigma. Não é mais um resfriado que talvez o seu funcionário possa ter e que ele possa estar querendo faltar. Não! É um resfriado que pode ser uma Covid-19.

Muitos pacientes vão apresentar formas mais leves da doença. Tem que ir para casa, é um momento de ter juízo. Não vale muito mais do que valia há um mês atrás ou há duas semanas atrás. Temos que mudar o raciocínio ou nós “quebramos a perna” igual a Itália quebrou. Os patrões, por favor, pensem de um outro jeito: quem está grave, hospital. Quem não está grave, em casa ou pode recorrer a um sistema inicial, que seria uma Unidade Básica de Saúde (UBS)”.

GT: Algumas empresas estão mantendo o serviço em escritórios e lojas no comércio da cidade. Quais são as recomendações básicas para evitar o contágio?

Dra. Stella Zollner: “Repensar essa estratégia. A gente pensa que quem precisa trabalhar neste momento é quem vai atender os doentes, ou seja, médicos e enfermeiros basicamente, e o pessoal de staff de hospitais. Quem tem a mínima possibilidade de trabalhar em casa, mais ainda, se for uma pessoa maior de 60 anos, deve fazer à distância. Eu estou fazendo um trabalho à distância neste momento. Estou fazendo um trabalho de escritório, organizando questões de aula à distância. Tem que repensar, essa é minha mensagem. Não vamos esperar o Brasil ficar de joelhos como a Itália está, infelizmente. A Itália demorou para tomar as providências e quando tomou já tinha gente morrendo de monte (sic), já tinha uma disseminação intensa, com uma população idosa como eles têm. Nós estamos fazendo certo, o Ministério da Saúde abriu a possibilidade dos fechamentos de escolas, a determinação do governador João Dória (PSDB), as determinações das universidades, inclusive da Universidade de Taubaté (Unitau). São coisas que estão indo em uma direção certa. O pessoal então de lojas, de restaurantes, o pessoal que ainda está aberto tem que entender: tem condição de continuar? Tem nível de higiene absurdamente alto? Tem condição disso ou é hora de pensar e dar um respiro? Talvez deva fazer alguma atividade delivery, com o seu staff trabalhando com um distanciamento correto, mas você mantém a entrega dos alimentos. Não sei, isso tudo nós vamos pensar juntos como sociedade. O que cada um decidir, vai impactar diretamente o outro. Nós precisamos nos unir! Talvez seja uma lição que Deus esteja mandando para a gente, eu sou uma pessoa que crê em Deus. Acho que os desafios vêm para que a gente aprenda alguma coisa e vamos aprender com muita dor neste momento. Eu conclamo as pessoas a se unirem, a fazer o certo. Ficar em casa, lavar as mãos, se possível espirrar e socorrer com lenço de papel logo, descartar e já lavar as mãos. Se estar doente, se recolha. Você que tem mais de 60 anos, cardiopata, diabético, hipertenso, se recolha”.

GT: Os funcionários que atuam diretamente na rua, com entrega de produtos ou com venda externa, devem interromper o serviço ou adotar algumas medidas protetivas?

Dra. Stella Zollner: “Ambiente aberto é menos favorável a ter alguma transmissão. É um ambiente que não tem um indivíduo pertinho um do outro. Se significa entrar em vários lugares diferentes e em vários lugares fechados diferentes para entregar a mercadoria, precisa ver, de repente fazer uma proteção, no sentido de tocar muitas coisas, lavar as mãos frequentemente, usar o álcool em gel, até chegar ao extremo de usar máscaras ao adentrar nos ambientes. Tudo precisa ser repensado e colocado de uma maneira que as pessoas não sofram as consequências de uma precipitação”.

GT: Quais as recomendações para pessoas que tenham crianças e idosos em casa e que precisam continuar trabalhando?

“Evitar a proximidade exagerada com idoso. A criança às vezes é muito necessário o contato, como trocar a fralda, então é conversar com o patrão. Eu sei de empresas que estão facultando as mães de crianças pequenas, que fiqueme que trabalhem de casa. Isso não é uma, não são duas empresas. Existe essa intenção em muitas empresas. Que tal se todas adotarem? Acho muito justo para quem tem um ‘avôzinho’ em casa, um bebê que vai precisar de atenção”.

GT: A partir da próxima semana terá início a campanha de vacinação contra a Influenza. Há informações desencontradas nas redes sociais sobre vulnerabilidade ao coronavírus, por aqueles que tomem a vacinação. Essa informação procede?

“Eu acho que é apócrifo, ou seja, não tem fundamento e nem origem bem determinada. Surgiu essa informação ou desinformação no WhatsApp. O que o Ministério da Saúde fala? Se não pegar a gripe, você não baixa a imunidade e fica mais difícil de adoecer pelo coronavírus. Por outro lado, se estiver vacinado contra a gripe, se ficar doente o diagnóstico fica mais fácil. Se eu tenho uma vacina contra a gripe, com 90% de possibilidade de eficiência, o que vai acontecer? Tem que ser outra coisa [doença], não vai ser gripe se você vacinado. Então direciona o diagnóstico e isso ajuda bastante”.

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