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Paratleta de Taubaté mantém sonho de disputar Jogos de Tóquio


Michel Gustavo fala em entrevista sobre dificuldades após adiamento das paralimpíadas

Paratleta de Taubaté mantém sonho de disputar Jogos de Tóquio Paratleta está recuperado após uma lesão no pé (Foto: Divulgação)
Publicado em 02/08/2020 18h10
por redação/ Guia Taubaté

A realidade do esporte de alto rendimento no Brasil – e no mundo -  foi diretamente afetada pela pandemia do coronarívus. No esporte paralímpico não foi diferente. Seja pelo cancelamento de competições, fechamento de centro de treinamentos, corte de patrocínios ou pelo adiamento dos Jogos Paralímpicos de Tóquio para 2021, esses obstáculos atingiram em cheio toda a comunidade esportiva paralímpica.

Em Taubaté, a equipe do Programa Esporte Para Todos foi afetada também, mas seus atletas buscam alternativas para não deixar o sonho de estar nos próximos Jogos Paralímpicos se perder neste momento de incertezas.

Assim pensa Michel Gustavo, 22 anos, do paratletismo. Especialista na prova do Salto em Distância, ele é hoje o recordista brasileiro na classe T47, e mesmo com as dificuldades que a pandemia impôs, segue trabalhando forte em busca da sonhada vaga nas Paralimpíadas de Tóquio 2021.

Integrante da equipe de paratletismo do Programa Esporte Para Todos, de Taubaté, desde 2018, Michel Gustavo entrou no esporte paralímpico após sofrer um acidente de bicicleta aos 12 anos de idade, e como sequela perdeu os movimentos do braço esquerdo. Seu talento detectado pelo professor de educação física na escola, e acabou apresentado ao paratletismo em um projeto em São Paulo, onde morava na época.

Com um currículo que inclui a disputa do Campeonato Mundial de Paratletismo de 2017, em Londres, Michel superou uma temporada 2019 ruim e marcada por problemas físicos.

Devidamente recuperado de uma lesão no pé e de volta aos treinos, ele fala nesta entrevista de como vem se adaptando para treinar longe das pistas de atletismo. Afirma estar pronto para retornar às competições, e confiante que conseguirá o índice para estar nos Jogos Paralímpicos de Tóquio no ano que vem.

Como tem sido sua rotina de treinos nestes últimos meses, afetada pela pandemia e pela necessidade do isolamento social?
Michel Gustavo -
 Apesar das adversidades que este ano vem trazendo, estou conseguindo dar continuidade a um trabalho visando os Jogos de Tóquio. Nossa equipe do Programa Esporte Para Todos, de Taubaté, está dando todas as condições para que eu possa seguir com os treinos em casa. Venho tendo acompanhamento também de profissionais da comissão técnica da Seleção Brasileira (Comitê Paralímpico Brasileiro). Tive de adaptar muitas coisas por conta do isolamento social. Boa parte do meu treino é feita no quintal da minha casa. Adaptei algumas barreiras, feitas com cano de PVC, comprei alguns pesos, e busco lugares isolados e sem circulação de pessoas para complementar esse treino, buscando assim manter o condicionamento e sem correr nenhum risco.

Você teve um ano de 2019 marcado por lesões e acabou ficando de fora de algumas competições importantes. Você conseguiu se recuperar 100% fisicamente dos problemas da temporada passada?
M.G. –
 Sem dúvidas, 2019 foi um ano muito complicado. Eu tinha me preparado muito bem e tinha ótimas expectativas, incluindo estar nos Jogos Parapan Americanos de Lima e no Campeonato Mundial de Dubai. O trabalho estava bom, tinha feito minha melhor marca da carreira no Salto em Distância (6,99m) em março, e logo depois disso sofri uma lesão. Foi um edema ósseo no maléolo (proeminências ósseas que existem nos ossos da tíbia e da fíbula), o que me causava dor e me impedia de correr e saltar. Tive de ficar muito tempo longe das pistas. O protocolo de recuperação foi demorado, com muito repouso. Foram quase 8 meses de recuperação e reabilitação. Hoje acredito que estou 100% fisicamente, e pronto para entrar em 2021 com força total.

Com o adiamento dos Jogos Paralímpicos de Tóquio para 2021, os atletas ganharam um tempo a mais para tentar conquistar o índice. Como você tem encarado essa possibilidade? Está confiante de que é possível buscar essa vaga?
M.G. –
 Sim, muitos atletas acabaram beneficiados com isso, inclusive eu, que como relatei, fiquei muito tempo parado por conta da lesão. Eu tinha consciência de que o meu calendário para obter o índice para as paralímpiadas estava apertado, especialmente por eu ter ficado de fora de muitas provas em 2019. Com esse adiamento, minha condições melhoraram. Terei chances de me preparar de igual para igual com meus adversários e terei tempo de conseguir essa vaga. Acredito que as chances são boas, estou confiante que vou conseguir, estamos trabalhando duro para isso. A meta é desempenhar meu melhor em 2021 para estar em Tóquio. De acordo com os últimos índices, acredito que saltando na casa dos 7,27m eu consiga a vaga nas Paralimpíadas.

Muitos atletas vêm passando por dificuldades financeiras, por conta do corte de patrocínios e cancelamento de eventos esportivos em geral. Como você tem encarado essa questão?
M.G. -
 Sou grato de poder estar na equipe de Taubaté, no Programa Esporte Para Todos, que é uma das equipes que oferece a melhor estrutura possível para os paratletas e também segue cumprindo com os pagamentos de nossas bolsas. O Bolsa Atleta, que recebo via Governo Federal, também vem sendo fundamental nesse período de pandemia. É uma fonte de renda importante para que eu possa me manter treinando e focado em estar devidamente preparado para o retorno das competições. Desde 2015 tenho o auxílio do Bolsa Atleta, e vem sendo importantíssimo para a minha carreira no esporte.

Apesar do cenário de competições ser ainda incerto, quais são suas expectativas para quando forem retomadas as competições?
M.G. –
 Minha principal meta, por enquanto, é manter um preparo físico bom, mesmo treinando em casa, para não ter uma queda na parte muscular. Fazendo essa manutenção da forma correta, quando pudermos voltar a treinar na pista e competir, o próximo passo será recuperar a parte da técnica dos saltos. Ainda estamos num cenário "no escuro", sem saber quando efetivamente teremos competições de paratletismo no Brasil e mesmo em outros países. O que eu busco é, já na primeira competição que eu puder disputar, saltar acima dos 7 metros, fazendo assim minha melhor marca e ganhando confiança para crescer e buscar o índice para Tóquio.

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