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FEBRE AMARELA Saúde

Governo de SP descarta febre amarela em morte de menino de 12 anos em Taubaté

Nova análise aponta choque séptico como causa do óbito; caso havia sido divulgado inicialmente como o primeiro pela doença na cidade em 2026.

Por Redação Guia Taubaté 03/04/2026 14:25
Governo de SP descarta febre amarela em morte de menino de 12 anos em Taubaté
Com informações de TV Vanguarda. Foto: Reprodução/Street View

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informou nesta quinta-feira (2) que foi descartada a suspeita de morte por febre amarela de um menino de 12 anos em Taubaté.

O caso havia sido divulgado pela prefeitura no dia 30 de março como o primeiro óbito pela doença no município em 2026. No entanto, após investigação epidemiológica detalhada, o governo estadual concluiu que a morte não foi causada pelo vírus.

De acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), a análise considerou dados clínicos, laboratoriais e o histórico do paciente. Um exame inicial havia indicado resultado reagente para febre amarela por sorologia (ELISA IgM), mas o teste molecular (PCR), considerado mais específico, apresentou resultado negativo.

Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, exames sorológicos podem apresentar reações em pessoas previamente vacinadas, devido à resposta imunológica, especialmente em quadros infecciosos inespecíficos.

Com base no conjunto de evidências, a hipótese mais provável é que o menino tenha morrido em decorrência de choque séptico, possivelmente de origem pulmonar.

Apesar do descarte, o governo reforçou a importância da vacinação como principal forma de prevenção contra a febre amarela. Segundo a pasta, não há indicação de circulação recente do vírus no Vale do Paraíba. A última ocorrência confirmada na região foi registrada em maio de 2025, em Santo Antônio do Pinhal.

Em nota, a Prefeitura de Taubaté confirmou que, após novos testes e análise conjunta entre órgãos estaduais e federais, a causa do óbito foi revisada.

Segundo o município, desde a suspeita inicial foram realizadas ações de orientação e reforço da vacinação, especialmente em bairros como Residencial Bardan e Ana Rosa, seguindo recomendações técnicas durante o período de investigação.

“A causa havia sido confirmada na última sexta-feira (27) pelo GVE (Grupo de Vigilância Epidemiológica) XXXIII Taubaté, do governo do Estado, a partir de exames realizados no Instituto Adolfo Lutz. No entanto, após nova solicitação da Vigilância Epidemiológica municipal, o caso foi submetido à análise das instâncias estaduais e federais de vigilância em saúde.

Conforme deliberação técnica final conduzida pelo Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo em conjunto com o Ministério da Saúde, concluiu-se que a causa do óbito foi decorrente de choque séptico, possivelmente de origem pulmonar, conforme registrado na declaração de óbito, sendo o caso posteriormente descartado para febre amarela.

Desde a confirmação inicial, o município realizou ações de orientação e vacinação, seguindo orientações técnicas ao longo da investigação, permanecendo em articulação com as instâncias estaduais e federais. A Prefeitura de Taubaté, mais uma vez, deseja força aos familiares nesse duro processo", diz a nota.

O caso havia mobilizado autoridades de saúde após a morte do menino, que foi atendido na UPA San Marino no início de março. Inicialmente, a causa foi registrada como choque séptico decorrente de COVID-19, antes da suspeita posterior de febre amarela — agora descartada oficialmente.

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