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Mortal e imortal, agora também: e-mortal e i-mortal – os conceitos estão mudando?

Descubra como a tecnologia redefine conceitos de morte e imortalidade, desde mitologia até a era digital. Uma jornada filosófica e futurista, mergulhando na essência da humanidade e além.


Mortal e imortal, agora também: e-mortal e i-mortal – os conceitos estão mudando?
Fonte: Freepik

Outro dia, assistindo um programa de TV, o narrador detalhava o estudo feito sobre uma medusa (uma espécie de água-viva) que tem a capacidade de se regenerar indefinidamente, era um artigo publicado pelo site Science Alert (www.sciencealert.com), e era a descoberta de um ser vivo e IMORTAL!   

Afinal, ainda somos sujeitos à morte? Ou também podemos ser imortais? 

Pensativo sobre esse ser “imortal”, fui pesquisar sobre a possibilidade de existirem outros tipos de imortalidade e, para melhor entender, rever sobre o que chamamos de um ser “mortal”.

Pois saiba que existe muito mais que essas duas definições. Neste momento em que vivemos, nesse mundo quase utópico, transcende o sentido da palavra mortal e da imortal para os novos conceitos tecnológicos além do que imaginamos. Vamos lá!

O termo "mortal" é geralmente usado para descrever algo ou alguém que é sujeito à morte, ou seja, que é capaz de morrer. Os seres humanos são considerados mortais porque um dia morrem. 

Na filosofia e na literatura, o conceito de mortalidade muitas vezes está relacionado com a finitude da vida humana e as questões associadas à mortalidade, como a busca de significado e propósito na vida.

Sabendo que nosso tempo é limitado, muitas pessoas são impulsionadas a buscar um propósito que dê sentido à sua existência. Isso significa a realização de objetivos como deixar um legado, como contribuir de forma duradoura para o mundo, de criar algo que perdure além da nossa existência física, seja através de realizações, relacionamentos, conhecimento ou influências positivas sobre os outros, a busca de compreensão espiritual ou religiosa. 

Finalmente, a aceitação da finitude humana pode levar a uma maior paz interior e aceitação da impermanência da vida. Ao abraçar nossa mortalidade, podemos encontrar liberdade para viver mais plenamente, saborear os momentos presentes e buscar um propósito que vá de encontro aos nossos valores mais profundos.

 

Então, podemos perguntar: o que poderá ser um ser imortal?

Dentro desse contexto, a imortalidade pode ser desejada por muitos como uma forma de escapar da finitude humana, porém ela também traz consigo uma série de questionamentos éticos e existenciais sobre o valor da vida, o significado de ser eterno, e pode ser entendido de várias maneiras: filosoficamente, religiosamente, mitologicamente, cientificamente etc., vamos ver:

Nas mitologias e tradições religiosas de várias culturas, os imortais são frequentemente deuses, deusas ou entidades sobrenaturais que não estão sujeitas à morte ou ao envelhecimento, possuindo poderes e conhecimento além da compreensão humana. Estas entidades simbolizam diversas facetas da existência e do universo, representando ideais, forças da natureza, ou conceitos morais e espirituais.

Na perspectiva filosófica ou espiritual, a ideia de imortalidade pode se referir à continuidade da consciência, da alma, ou das questões de vida após a morte, reencarnação, ou a existência de um plano espiritual onde a essência persiste de forma imaterial.

Na literatura e na ficção, os imortais são frequentemente personagens que, por algum meio mágico, científico ou sobrenatural, conseguiram transcender a morte. Esses personagens podem ser apresentados lutando com as consequências da imortalidade, como o tédio, ou a desconexão com um mundo em constante mudança.

No âmbito da ciência e do futurismo, a busca pela imortalidade pode envolver a extensão da vida humana por meio de avanços médicos, genéticos ou tecnológicos. Isso inclui teorias e experimentos em torno da regeneração celular, terapias antienvelhecimento, utilizando-se corpos artificiais ou ambientes virtuais, buscando uma forma de existência que, teoricamente, poderia superar os limites biológicos da morte.

Além disso, pode-se considerar que existe uma forma de imortalidade que se refere à maneira pela qual indivíduos ou suas obras continuam a influenciar o mundo após a morte. Isso pode ser através da criação de arte, literatura, descobertas científicas, ou qualquer contribuição significativa que deixe um legado duradouro. Nesses novos tempos: a imortalidade cibernética!

 

Então existem seres ou algo que virtualmente nunca morrem?

Encontrei em algumas publicações os termos “e-mortal “e “i-mortal” que definem a existência de uma imortalidade no mundo digital e têm suas diferenças. Como as definições ainda não estão claras, vou resumir o possível para o nosso entendimento:

As noções de "e-mortal" e "i-mortal" podem ser vistas como evoluções abstratas e tecnológicas do conceito de imortalidade contemporaneamente ainda que implicações como identidade pessoal, consentimento após a morte e o significado da vida e da morte ainda são profundas e complexas.

Ambos os conceitos trazem a ideia de que, através da tecnologia, aspectos da personalidade, da consciência ou da presença de um indivíduo podem ser preservados, replicados ou mesmo expandidos de formas que desafiam as noções tradicionais de vida e morte.

Vamos resumir, então, os conceitos de “e-mortal” e o de “i-mortal”:

E-mortal:

Uma interpretação possível é que se refere a algo ou alguém que é imortal no ciberespaço ou no mundo digital. Por exemplo, um personagem em um jogo virtual pode ser considerado "e-mortal" porque não está sujeito à morte física. A presença de uma pessoa na internet (através de perfis de mídia social, blogs, publicações digitais etc.) que tenha presença digital contínua e pode ser acessada mesmo após a morte física da pessoa, criando uma forma de legado digital.

Mais ambiciosamente, poderia referir-se a projetos futurísticos, visando a simulação da consciência humana em plataformas digitais, permitindo uma forma de continuidade da "vida" ou da consciência além dos limites biológicos.

 

I-mortal:

"I-mortal" é um termo menos comum e pode se referir a um estado de imortalidade alcançado através da inteligência artificial (IA) ou de tecnologias avançadas. Por exemplo, em uma obra de ficção científica, poderia conter um ser artificial que nunca morre e a criação de avatares digitais que replicam a personalidade, as memórias e os padrões de comportamento de um indivíduo. A Realidade Virtual cria ambientes onde as identidades digitais ou as consciências transferidas podem existir e interagir, concebendo assim uma nova forma de "vida" além da morte física.

Também pode ser interpretado como uma fusão entre o termo "imortal" e a letra "i" como uma referência à tecnologia ou ao ciberespaço, sugerindo uma imortalidade digital ou baseada em tecnologia.

Em resumo, enquanto "mortal" descreve a condição humana de estar sujeito à morte, "e-mortal" e "i-mortal" são termos mais específicos que se referem a formas alternativas de imortalidade, com "e-mortal" centrado no mundo digital e "i-mortal" relacionado à imortalidade alcançada através da tecnologia.

As definições e conceitos em torno da imortalidade, abrangem uma ampla gama de disciplinas desde os primórdios da humanidade. Hoje, cada vez mais, os temas do mundo cibernético, tecnológico e ficcional já estão sendo explorados não só pelos futuristas, mas também pelos periodistas em suas revistas e publicações.

Como contribuição, busquei alguns títulos sobre o tema imortalidade:

  • A Ilíada e A Odisseia de Homero: Clássicos da literatura grega que apresentam deuses e deusas imortais interagindo com humanos, oferecendo uma visão da imortalidade dentro da mitologia grega.
  • O Livro dos Mortos: Um antigo texto egípcio que descreve o após-vida e o processo de julgamento dos mortos, oferecendo uma perspectiva sobre a busca egípcia pela imortalidade espiritual.
  • Phaedo de Platão: Um diálogo socrático que discute a imortalidade da alma e a filosofia da morte.
  • A Imortalidade de Milan Kundera: Um romance que explora questões de identidade, amor e imortalidade, tecendo reflexões filosóficas através de uma narrativa ficcional.
  • O Retrato de Dorian Gray de Oscar Wilde: Um romance que explora o desejo de juventude e imortalidade eterna, e as consequências morais e psicológicas que isso acarreta.
  • Entrevista com o Vampiro de Anne Rice: que narra a vida de vampiros imortais, explorando as complexidades de viver eternamente.
  • Homo Deus: Uma Breve História do Amanhã de Yuval Noah Harari: Examina o futuro da humanidade, incluindo a busca pela imortalidade e suas implicações éticas e filosóficas.
  • A Vida Eterna de Leonardo da Vinci, editado por Walter Isaacson: Uma biografia que, ao detalhar a vida e as obras de Da Vinci, reflete sobre como seu legado se tornou imortal através de suas contribuições para a arte e a ciência.

Cada um desses livros oferece uma perspectiva única sobre a imortalidade, seja através do prisma da ficção, da filosofia, da ciência, ou da religião, fornecendo uma rica fonte de reflexão sobre esse fascinante conceito.

SP, 2/4/2024

 

Créditos:

Wikipedia

Biblioteca da Folha de São Paulo

Revista Superinteressante

Correção do texto:

ChatGPT

Antoneli Oliveira
Autor

Antoneli Oliveira

Gestão Empresarial

Consultor e conselheiro de empresas, especialista em Gestão; mentor no HITT-Hub de Inovação Tecnológica de Taubaté – UNITAU; Representante Institucional do Conselho Regional de Administração-SP e do Programa Semente – Educação.
Foi Facilitador e Consultor do SEBRAE.
Escreve também para o Colunistas do Guia Taubaté e Spotway.
Instagram: https://www.instagram.com/antoneliconsultoria/

LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/antoneliconsultoria/
E-mail: antoneli@antoneliconsultoria.com.br

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