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COMEMORAÇÃO Politíca

Câmara celebra dia do bancário, com críticas ao sistema financeiro

Homenageado, bancário aposentado afirma que para as instituições financeiras, os funcionários são “apenas números”

Por redação/ Guia Taubaté 31/08/2016 16:22
Câmara celebra dia do bancário, com críticas ao sistema financeiro
Silvio Faria criticou as instituições financeiras Foto: Divulgação/ CMT

Na última terça-feira, 30 de agosto, a Câmara de Taubaté comemorou o dia do bancário. Em solenidade realizada no Legislativo, foram entregues os diplomas de mérito a Silvio Roberto de Faria e a Cecília Maria dos Santos, já aposentados. Eles foram indicados para receber a homenagem pelo Sindicato dos Bancários e Financeiros de Taubaté e Região.

Formado em Ciências Contábeis pela Unitau, Silvio trabalhou 32 anos no antigo Banco Nossa Caixa, hoje Banco do Brasil, sempre na área administrativa. Começou a carreira em sua cidade natal, Natividade da Serra, e se aposentou na agência de São José dos Campos. Ele trabalhou ainda nas agências de Caçapava e de Taubaté.

Gerente administrativo nas agências das duas maiores agências da região, Silvio Faria considerou sua carreira “vitoriosa”, mas frisou: “Para as instituições financeiras somos apenas números, pois elas compram dinheiro, vendem dinheiro e têm lucros estratosféricos”.

“Quando esse lucro não é atingido, simplesmente vem a reestruturação e eliminam-se postos de trabalho para que o objetivo seja alcançado. Essa homenagem que recebo não elimina o sentimento de sermos apenas números, mas, com certeza, o diminui consideravelmente”, completou.

Fazendo referências aos Jogos Olímpicos do Rio, Silvio Faria disse que estava sendo premiado com a “medalha de ouro da carreira bancária”.

Cecília Maria estudou na Escola Estadual Monteiro Lobato, o “Estadão”. Formou-se em Ciências Contábeis pela Unitau. Foi funcionária do Banco Nossa Caixa por 27 anos.

De improviso e emocionada, Cecília Maria agradeceu a homenagem, relembrando que para ela a Nossa Caixa “foi uma mãe”. Ela exaltou as qualidades de seus ex-chefes e frisou sua participação constante nos eventos do Sindicato. Contou que deixou de ser bancária para cuidar da saúde de sua mãe, decisão da qual não se arrependeu.

A data
O dia nacional do bancário foi estabelecido devido a uma mobilização ocorrida em 28 de agosto de 1951. A categoria pela primeira vez apoiou a realização de greve após uma assembleia em São Paulo, em que reivindicavam 40% de reajuste. O movimento teve apoio também no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte.

Com a greve, de 69 dias, os bancários sofreram “forte repressão” do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social). A greve teve fim em novembro, com aumento para os bancários de 31%. Houve demissões, e comissões em agências foram desmontadas.

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