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Especialistas pedem atenção redobrada com pets durante inverno


Doenças como sinomose e rinotraqueite são mais comuns nesta época do ano; CCZ recebe doações para animais abrigados na unidade

Publicado em 05/07/2019 16h28
por Mário Pereira e Giovana Bertti

A estação mais fria do ano teve início no último dia 21, mas somente nesta semana as temperaturas começaram efetivamente a cair. Além do tempinho mais ameno, o inverno traz também o tempo seco e a baixa umidade relativa do ar. Em Taubaté, por exemplo, a previsão para o fim de semana é de mínima de 3°C.

Se você pensa que neste período somente os humanos enfrentam problemas com alergias e gripes, está muito enganado. A atenção deve ser redobrada também para os nossos bichinhos, que estão sujeitos a contaminações e doenças virais.

É o que explica a veterinária Lívia Ribeiro: “Para os cães é muito comum a sinomose, que é uma doença muito grave, de prognostico muito desfavorável e que tem fácil transmissão nessa época seca. Também tem a gripe canina, que é a traqueobronquite infecciosa, que também é uma doença muito comum e tem a vacina como prevenção. Para os gatos as doenças virais são causadas por vírus que se multiplicam mais em temperaturas frias. Nos gatos a rinotraqueite é caracterizada pela secreção natural, espirros intensos, secreção nasal e perda de apetite”.

A especialista deu dicas de como preservar os pets dos problemas ocasionados pelo frio.

“O mais importante é abrigo, manter longe do vento e temperaturas frias. Os cães não deixarem expostos a lugares abertos, manter em casinha, abrigos, (com) roupinhas. Os gatos não deixá-los sair para a rua, é super importante essa criação indoor para gato por causa das transmissões de doenças”, afirmou a especialista.

Um dos protetores que há mais tempo atua em Taubaté, Afonso Neto falou também sobre as necessidades que os animais de rua enfrentam com nesta época do ano.

“Nessa época do ano é muito triste para os animais, a maior dificuldade é como agasalhar esses animais. Principalmente para os animais que se encontram abandonados nas ruas da cidade. Estamos sempre pedindo para pessoas doarem cobertores, agasalhem, doem roupinhas, não deixem os animais no (sic) vento, coloquem casinhas”, disse..

Ele também chamou atenção para os cuidados necessários aos animais do Centro de Controle de Zoonoses de Taubaté, que conta com cerca de 500 animais, sendo a maioria retirados da rua, abandonados ou vítimas de maus-tratos. Nós fomos até o local e conversamos com a veterinária do CCZ, Renata Saki, que falou sobre como a população pode ajudar os bichinhos que se encontram lá.

“Temos alguns pontos de arrecadação para o CCZ em ONG, mas as pessoas também podem estar trazendo até a sede. Nessa época tentamos dar para os animais alimentação úmida, misturada a ração, é legal estar trazendo cobertores, vitaminas e casinhas. Também aceitamos papelão e jornal”.