Homem é condenado a 43 anos de prisão por matar e enterrar corpo da ex-namorada em Taubaté
O réu é Luiz Felipe da Silva de Moura, de 32 anos, foi considerado culpado pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver; julgamento aconteceu nesta terça-feira (10).
Em 11/03/2026 12:50 por Redação Guia Taubaté
Luiz Felipe da Silva Moura foi condenado a 43 anos e 6 meses de prisão por matar e enterrar o corpo da ex-namorada na zona rural de Taubaté. O julgamento aconteceu nesta terça-feira (10) e durou cerca de seis horas.
A pena foi fixada em 42 anos e 6 meses pelo crime de feminicídio e 1 ano por ocultação de cadáver. A decisão foi tomada por um conselho de sete jurados: quatro homens e três mulheres. Após análise das provas e depoimentos apresentados durante o júri popular.
Segundo o Ministério Público, a vítima, Mariana da Costa Nascimento, de 28 anos, foi morta em junho de 2025 na casa do acusado, após um desentendimento. A promotoria afirmou que o homem não aceitava o fim do relacionamento, que durou cerca de 11 meses, e chegou a perseguir a vítima, que tinha uma medida protetiva contra ele.
De acordo com a acusação, Mariana foi morta por enforcamento. Após o crime, o réu teria jogado o celular e uma bota da vítima em um rio para tentar dificultar as investigações. O corpo da jovem foi encontrado enterrado na propriedade do próprio acusado, na zona rural da cidade.
Durante o julgamento, Luiz Felipe negou ter cometido o feminicídio, mas confessou ter escondido o corpo. Em depoimento, afirmou que encontrou Mariana já morta e decidiu enterrá-la por medo.
Ao anunciar a sentença, o juiz Flávio de Oliveira César, que presidiu o júri, afirmou que o réu agiu com crueldade e demonstrou indiferença à vida humana.
Após o julgamento, a defesa informou que vai recorrer da decisão.
O caso
Mariana foi encontrada morta em junho de 2025, após ser dada como desaparecida pela família. Segundo o boletim de ocorrência, ela saiu com o então ex-companheiro no dia 8 de junho e não voltou para casa. O desaparecimento foi registrado no dia seguinte.
Durante as buscas, a polícia encontrou o corpo da jovem enterrado em uma área de mata na região do Distrito Industrial do Una, na zona rural de Taubaté.
Imagens de câmeras de segurança ajudaram a identificar o carro de Luiz Felipe circulando pela região. Pertences da vítima, como o celular e uma bota, também foram localizados próximos a um rio.
O suspeito foi levado à delegacia e, inicialmente, confessou ter matado Mariana e enterrado o corpo. Depois, acompanhado por um advogado, mudou a versão e afirmou que apenas ocultou o cadáver.
Ele passou por audiência de custódia em 11 de junho de 2025, quando a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva, mantendo-o preso durante a investigação e o processo.
Empresas Sugeridas para Você
Comida & Delivery Sugeridas para Você
Marketplace Sugeridas para Você
Veja Mais Notícias

















