Greve dos servidores completa oito dias e afeta saúde e educação em Taubaté
Paralisação afeta atendimento em unidades de saúde e escolas municipais; Prefeitura pede endurecimento de medidas judiciais contra o sindicato.
Em 09/06/2026 11:35 por Redação Guia Taubaté
A greve dos servidores municipais de Taubaté chegou ao oitavo dia nesta terça-feira (9) com reflexos principalmente nas áreas da saúde e da educação. A paralisação, iniciada em 2 de junho, segue sem acordo entre a Prefeitura e o Sindicato dos Servidores, enquanto novas medidas são discutidas na Justiça.
Segundo apuração da TV Vanguarda, unidades de saúde do município registram atendimento reduzido. No PAMO do bairro Estiva, por exemplo, não houve atendimento regular de especialidades como pediatria, clínica geral e ginecologia. Serviços de enfermagem, incluindo vacinação e curativos, também foram afetados em parte das unidades.
A situação se repete em outros pontos da rede municipal, que operam parcialmente devido à adesão de servidores ao movimento grevista.
Na educação, escolas municipais também registram impactos. Em algumas unidades, os alunos foram recebidos sem o quadro completo de professores, com atividades acompanhadas por auxiliares.
O prefeito de Taubaté, Sérgio Victor (Novo), afirmou que se reuniu com vereadores para apresentar detalhes da proposta da administração municipal ao sindicato. Segundo ele, 15 dos 19 parlamentares participaram do encontro.
A proposta da Prefeitura prevê aumento de R$ 343 no vale-alimentação dos servidores e alteração na forma de cálculo do benefício, que passaria a ser vinculado à Unidade Fiscal do Município de Taubaté (UFMT).
De acordo com o prefeito, há expectativa de avanço nas negociações antes da audiência de conciliação marcada para o próximo dia 15 de junho.
A Prefeitura também solicitou ao Tribunal de Justiça de São Paulo o reforço da liminar que determinou a manutenção de 70% do efetivo em atividade durante a greve.
No novo pedido, o Executivo requer o aumento da multa diária aplicada ao sindicato, de R$ 20 mil para R$ 50 mil, além do bloqueio de contas da entidade e da responsabilização dos dirigentes sindicais.
A presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Rosalba Ramos Reis, afirmou à TV Vanguarda que a entidade já foi notificada e está cumprindo a determinação judicial.
“A gente entende que hoje já está atendendo, mas claro que vamos fazer toda a defesa dentro da questão jurídica”, declarou.
Categoria mantém paralisação
Em assembleia, os servidores decidiram manter a greve. A categoria reivindica reajuste salarial de 9,43%, referente às perdas inflacionárias acumuladas, além do aumento do vale-alimentação e da implantação do vale-transporte.
Em nota, a Prefeitura informou que segue adotando medidas para garantir a continuidade dos serviços essenciais e minimizar os impactos da paralisação. O governo municipal também afirmou que mantém diálogo com o sindicato e com o Legislativo, e que espera o funcionamento dos serviços dentro dos limites estabelecidos pela Justiça, embora reconheça a possibilidade de ajustes em setores como saúde e educação.
Decisão da Justiça
Na semana passada, o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que ao menos 70% dos servidores municipais permaneçam trabalhando durante a greve. A decisão considerou a necessidade de manutenção dos serviços públicos essenciais, especialmente nas áreas de saúde e educação.
Além disso, foi marcada uma audiência de conciliação entre a Prefeitura de Taubaté e o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal para o dia 15 de junho.
A administração municipal afirma que continua adotando medidas para reduzir os impactos da paralisação e manter o atendimento à população.
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