Ex-prefeito de Taubaté Roberto Peixoto é preso para cumprir pena por lavagem de dinheiro
Mandado foi cumprido nesta quarta-feira (15), após a Justiça determinar o fim da prisão domiciliar e o início do cumprimento da pena de 10 anos e 6 meses em regime fechado. Defesa afirma que vai recorrer da decisão.
Em 16/07/2026 16:02 por Redação Guia Taubaté
O ex-prefeito de Taubaté Roberto Peixoto foi preso na tarde desta quarta-feira (15) para cumprir a pena de 10 anos e 6 meses de prisão, em regime fechado, por lavagem de dinheiro. Peixoto esteve à frente do Executivo da cidade por dois mandatos seguidos, de 2005 a 2008 e de 2009 a 2012.
O mandado de prisão foi expedido pelo Departamento Estadual de Execuções Criminais (Deecrim) da 9ª Região Administrativa Judiciária, em São José dos Campos. Peixoto foi preso em casa, no bairro Chafariz, em Taubaté.
Na decisão, o juiz explicou que Roberto Peixoto cumpria prisão domiciliar por força de um habeas corpus, concedido até que fosse realizada uma perícia médica para verificar se o estado de saúde dele era incompatível com o cumprimento da pena em regime fechado.
Em nota, a defesa de Roberto Peixoto confirmou a prisão e informou que respeita a decisão da Vara das Execuções Criminais, mas discorda dela.
Segundo os advogados, Peixoto enfrenta sérios problemas de saúde e não teria condições cognitivas adequadas.
A defesa afirmou ainda que vai adotar as medidas judiciais cabíveis, com base no princípio da dignidade da pessoa humana.
O caso
Roberto Peixoto e a esposa, Luciana Flores Peixoto, foram condenados pela Justiça Federal por lavagem de dinheiro. Segundo o processo, os crimes envolveram a ocultação de patrimônio por meio da aquisição de imóveis entre 2005 e 2007.
O ex-prefeito foi condenado a 10 anos e 6 meses de prisão, em regime inicial fechado, enquanto Luciana recebeu pena de 6 anos, 8 meses e 30 dias de reclusão, em regime inicial semiaberto.
Em agosto de 2024, após o trânsito em julgado da condenação, Roberto Peixoto chegou a ser preso, mas, após audiência de custódia, a Justiça autorizou que ele deixasse a prisão e aguardasse em casa a análise do pedido para cumprir a pena em regime domiciliar.
A decisão levou em conta o estado de saúde do ex-prefeito, que, segundo a defesa, havia sofrido um AVC e apresentava limitações cognitivas e físicas.
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