Os trabalhadores do complexo industrial da Alstom em Taubaté entraram em estado de greve nesta sexta-feira, 06 de setembro, após a empresa anunciar a intenção de demitir cerca de 500 funcionários. A decisão foi tomada em assembleias realizadas pelo Sindmetau (Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região) com os turnos da manhã e tarde.
A Alstom, que emprega aproximadamente 1.500 trabalhadores, incluindo terceirizados, alegou que a redução de pessoal é necessária devido ao término do maior contrato da fábrica, que envolve o fornecimento de trens para o metrô de São Paulo.
De acordo com Claudio Batista, presidente do Sindmetau, a empresa não aceitou discutir alternativas para evitar as demissões. O sindicato propôs o uso de ferramentas de flexibilidade, como layoff, banco de horas e férias coletivas, soluções que já ajudaram a evitar desligamentos em outras crises na indústria.
“O sindicato está determinado a lutar contra essa redução de postos de trabalho. Não vamos permitir que demissões ocorram sem diálogo e sem encontrar alternativas que protejam todos os trabalhadores”, afirmou Claudião.
A Alstom é uma importante fabricante de trens e componentes para o setor ferroviário, com contratos ativos além do metrô de São Paulo, incluindo fornecimentos para Santiago (Chile), Taipei (Taiwan) e Bucareste (Romênia).