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Taubaté relembra Revolução de 32 com raridades e exposição


Professor de história fala sobre parentesco com herói paulista; mostra no Mistau destaca o papel da mulher no movimento armado

Publicado em 09/07/2018 09h10
por Mário Pereira

Os moradores de todo o Estado de São Paulo ganharam nesta segunda-feira (9) mais um dia de descanso. Isso porque é celebrado o Dia da Revolução Constitucionalista. Mas afinal, você sabe o porquê é feriado?

Para saber mais sobre 9 de julho, conversamos com o professor de história Gustavo Miragaia, que falou sobre a importância da data.

“Na verdade São Paulo é derrotado em outubro de 1932, mas há a ali um sentimento de vitória, porque no ano seguinte, em 1933, Vargas [Getúlio, presidente do país à época] convoca uma Assembleia Constituinte, que vai gerar uma Constituição em 1934. A Revolução Constitucionalista de 32 é um marco para o Estado de São Paulo”, afirma o professor.

Palco de conflitos da Revolução de 32, o Vale do Paraíba foi determinante para o início do conflito entre São Paulo e o governo provisório de Getúlio Vargas. “O Vale do Paraíba era uma região produtora de café. Uma região que desde o começo do século 20 já apresentava uma decadência nessa produção, mas ainda tinha uma importância política muito forte. Na verdade a questão de 32 está muito relacionada a questão da busca pelo espaço do Vale do Paraíba pelos barões do café, que haviam perdido poder em 1930”, conta.

Além de ser um historiador, Gustavo carrega o sobrenome de um dos heróis da revolução.

“Na verdade o MMDC, o segundo ‘M’ é o Miragaia, meu tio-avô, irmão do meu avô paterno, que foi morto no dia 23 de maio e até precipitou que a revolução começasse no dia 9 de julho. Ele era um estudante que estava na manifestação e acabou sendo morto. O que traz para a memória familiar o dia 23 de maio, essa ação, o falecimento do meu tio-avô. Familiarmente foi sempre um dia muito triste. De certa forma, dentro dessa questão familiar, o pouco de contar sobre isso me influenciou a ser historiador, a pesquisar e saber mais sobre a questão”, revela Gustavo.

Estudioso do tema, o professor possui relíquias que remetem ao período do movimento armado, como a medalha em homenagem ao tio-avô e um livro com imagens e ilustrações de 1932.

Em Taubaté, o Mistau, Museu da Imagem e do Som, celebra o 9 de julho com uma exposição sobre a importância das mulheres no movimento, como conta Shirley Santos.

“Quando se fala em uma guerra civil, você pensa na figura masculina e se esquece da figura feminina. Mesmo quando a mulher não participa diretamente, ela está por trás dos bastidores fazendo com que os homens tenham apoio, moral e espiritual. Essas mulheres mostraram o empoderamento, porque nós na verdade conduzimos o homem. Elas procuraram construir um homem melhor para o Brasil, para o Estado de São Paulo”, resumiu a coordenadora do Mistau.

A mostra ficará instalada no museu até o dia 31 de julho, funcionando de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h. O local também abre aos sábados, das 9h às 13h.

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