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Carreata pedindo reabertura do comércio é organizada em Taubaté


Ex-vereador Noilton Ramos faz convocação pelas redes sociais e pede funcionamento “seguro e adaptado”; Douglas Carbonne critica e entra com denúncia

Carreata pedindo reabertura do comércio é organizada em Taubaté Carreatas foram registradas em cidades do país nesta sexta-feira (27) (Foto: Agência Brasil/ EBC)
Publicado em 27/03/2020 19h34
por Mário Pereira

Uma mensagem circula pelas redes sociais e por grupos de WhatsApp, convocando a população de Taubaté para uma carreata pela reabertura do comércio na cidade. O evento, segundo as postagens, será realizado na manhã deste sábado (28), com concentração em frente a um shopping do município.

O movimento ganhou a página de figuras públicas do município, como o ex-verador Noilton Ramos (Progressistas), que vem convocando os munícipes a participar do ato. Nas postagens, aparecem pedidos pela revogação do decreto municipal que suspendeu o atendimento presencial ao público nos estabelecimentos comerciais.

Pelo telefone, Noilton disse que não está organizando o movimento, mas que tem feito pontuações nas redes sociais. O ex-parlamentar disse que vários comerciantes e empresários da cidade pediram para que fosse organizada essa carreata, para uma reabertura, de foram controlada e bem estudada, do comércio em Taubaté.

“Pegam histórico de nações importantes, com histórico turístico, como Itália, França, ou o Rio de Janeiro, que acabou de sair do Carnaval, e copia-se o decreto. Estamos em uma cidade do interior, com pouco mais de 300 mil habitantes, com lojas que recebem em média 6 ou 7 clientes por dia. Mandam fechar a porta e não querem nem saber”, afirmou.

Ele concluiu dizendo que a ideia é colocar o comércio em funcionamento de forma segura e adaptada, com distanciamento e álcool em gel, como está sendo feito em farmácias. “Há maneiras de colocar um decreto sem copiar o decreto de uma grande cidade. Vamos tirar essa asfixia do comerciante”, finalizou Noilton.

"Irresponsabilidade"
Para o vereador Douglas Carbonne (Democratas), que foi companheiro de bancada de Noilton, o político é um “irresponsável” e que deve ser responsabilizado caso a doença aumente em Taubaté. Ele ainda informou que já fez uma denúncia ao delegado da seccional de Taubaté e ao Ministério Público.

O parlamentar disse que o comércio deve ser ajudado, mas sem colocar em risco a vida das pessoas. “Essa gente [manifestantes] não sabe de saúde, de ciência, e coloca a vida delas e dos outros em risco”, bradou por mensagem Carbonne.

ACIT e Prefeitura
Atuante no setor comercial e empresarial do município, a Associação Comercial e Industrial de Taubaté (ACIT) informou, por meio de nota, que não está envolvida nesse possível movimento. A entidade esclarece que “desde a divulgação do decreto vem atendendo todas as normas e orientações dos órgãos de saúde e governos. E paralelo a isso vem realizando ações para auxiliar os empresários nesse momento, como o envio de ofícios à Prefeitura para isenção de taxas e impostos, solicitação de cestas básicas para empreendedor individual de baixa renda e inserção no programa bolsa família”.

Já a Prefeitura ressaltou que os decretos de emergência sanitária e de calamidade pública, editadas pelo Governo do Estado de São Paulo, seguem em vigência e devem ser mantidos, com pedido para quarentena obrigatória ao comércio, com exceções previstas e divulgadas nos textos. A administração municipal reitera que qualquer determinação de reabertura do comércio depende de novo ato do governador de São Paulo, João Dória (PSDB).

Quarentena x Reabertura
No último sábado (21), o governador João Dória determinou a quarentena aos 645 municípios do estado, pelo período de 15 dias, com início no dia 24 de março.

Com a medida, o tucano restringiu o funcionamento do comércio, com exceção para serviços essenciais de alimentação, abastecimento, saúde, bancos, limpeza e segurança.

Na terça-feira (24), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), fez um pronunciamento em rede nacional, pedindo a ‘volta à normalidade’. O governante ainda pediu que autoridades estaduais e municipais abandonassem o conceito de terra arrasada, a proibição de transportes, o fechamento de comércios e o confinamento em massa.

Durante a semana, Bolsonaro defendeu que seja feito o isolamento vertical no país. A conduta abrangeria apenas as pessoas que se encontram nos grupos de risco. O Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta admitiu que a medida estava sob análise da pasta que comanda.

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