Prefeitura de Taubaté limita horas extras e determina revisão de contratos para conter gastos
Decreto prevê limite de 20 horas extras por mês, revisão de contratos e reavaliação de obras e investimentos até o fim de 2026.
Em 15/09/2026 20:01 por Redação Guia Taubaté
A Prefeitura de Taubaté publicou um decreto com novas medidas de contenção e controle de gastos públicos. O texto foi publicado no Diário Oficial desta terça-feira (15) e já está em vigor.
Entre as medidas estão a limitação de horas extras, a revisão de contratos administrativos e a reavaliação de obras e investimentos.
Pelo decreto, o pagamento de horas extras fica restrito a serviços essenciais e situações excepcionais, com limite de 20 horas por mês para cada servidor.
A Prefeitura também determinou a revisão de contratos administrativos, com a meta de reduzir em até 25% os valores contratados. A administração não informou quais contratos serão analisados.
O texto ainda prevê a possibilidade de bloqueio de recursos destinados a despesas não obrigatórias e estabelece limites para novos gastos caso a arrecadação não seja suficiente para o cumprimento das metas fiscais.
A Secretaria da Fazenda ficará responsável pelo acompanhamento da execução do orçamento e do cumprimento das medidas de contenção.
As regras valem até 31 de dezembro de 2026, mas poderão ser revistas ou encerradas antes desse prazo, conforme a situação financeira do município.
Em nota, a Prefeitura afirmou que o decreto faz parte das ações adotadas desde 2025 para reorganizar as contas públicas e adequar as despesas à arrecadação.
Teto de gastos
As novas medidas se somam a um decreto publicado em março pelo prefeito Sérgio Victor, que determina ações de contenção quando a relação entre despesas e receitas superar o teto constitucional.
Na prática, segundo o decreto, nesse cenário ficam proibidos:
- aumento, reajuste ou adequação de remuneração;
- criação de cargos ou funções que gerem aumento de despesas;
- contratações ou concursos públicos, exceto em casos de reposição, cargos vagos ou contratações temporárias;
- concessão de novas bonificações, abonos ou auxílios;
- criação de novas despesas obrigatórias, além de reajustes acima da inflação para gastos já existentes.
As medidas seguem, segundo o município, as regras previstas na Constituição Federal e fazem parte do conjunto de ações adotadas pela atual gestão para ajustar as contas públicas.
A Secretaria Municipal da Fazenda é responsável por fiscalizar o cumprimento das regras.
O município também relaciona as medidas ao enfrentamento do endividamento da Prefeitura.
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